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domingo, 17 de outubro de 2010

A história de Aisha

Aisha, de 19 anos, que teve seu sobrenome mantido em sigilo, passou por momentos horríveis, e agora tem a chance de planejar um recomeço para sua vida.
Quando a garota tinha apenas 12 anos seu pai a ofereceu em casamento a um guerrilheiro do Talibã para pagar uma dívida. A família do marido abusava dela e a fazia dormir junto com os animais, no estábulo. Ela tentou fugir mas foi encontrada por ele.
Como punição seu nariz e orelhas foram arrancados pelo marido. Aisha desmaiou e foi deixada para morrer no deserto. Relata que quando acordou mal podia enxergar por causa de todo o sangue, só sentindo como se o nariz estivesse cheio de água fria.
Mesmo sob estas condições a garota conseguiu se arrastar até a casa de sua família, onde seu pai a levou para um centro médico americano. Ela ficou sob o cuidado dos médicos por 10 semanas.
A Grossman Burn Foundation levou Aisha para os EUA onde ela vive com uma família, hospedada. A fundação conseguiu colocar uma prótese no nariz dela, mas pretendem fazer uma cirurgia permanente, usando ossos e cartilagem de outras partes do corpo para recriar o nariz.
 A garota está muito feliz com seu novo nariz que é feito da mesma forma que os usados por atores de cinema.
O Talibã obviamente nega todo o ocorrido. Para eles isso é uma mentira inventada pelos americanos com o objetivo de esconder a derrota sofrida no Afeganistão. Segundo um porta voz, a lei islâmica aponta que cortar o nariz e orelhas de um ser humano, vivo ou morto, é ilegal e proibido.
Já a ONU apresenta uma realidade diferente, onde 90% das mulheres afegãs sofrem algum tipo de abuso doméstico.
Políticas a parte esta moça é um retrato do que acontece em seu país de origem e é muito bom saber que pelo menos uma pessoa que passou por situações tão terríveis está conseguindo uma vida melhor.

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