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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Criando carne em laboratório

Extraia uma célula de animal (boi, porco ou galinha), coloque em cima de uma esponja e mergulhe tudo numa solução de nutrientes – glicose, aminoácidos e minerais. A célula começará a se multiplicar, formando uma película de carne por cima da esponja. Essa tecnologia, que se chama “carne in vitro” e já está em testes nos EUA, agrada a vegetarianos e ambientalistas: não exige o sacrifício de animais e também poupa o planeta (pois permitiria acabar com a pecuária extensiva, hoje responsável por 20% da poluição mundial).
“Uma só célula produziria carne suficiente para toda a população do mundo”, diz Jason Matheny, diretor do instituto de biotecnologia New Harvest, especializado em carne de proveta.Como sua textura é molinha, a carne de laboratório só serve para fazer aglomerados (hambúrguer, salsicha ou nuggets de frango). E o sabor ainda não entusiasmou os cientistas. Com os métodos atuais, ela custa pelo menos US$ 2 mil o quilo. Mas a ong de defesa dos animais Peta acaba de oferecer um prêmio de US$ 1 milhão para quem conseguir aperfeiçoar a técnica e baratear a carne. “É bem possível que o preço caia para US$ 50”, diz o especialista Bob Dennis, da Universidade Estadual da Carolina do Norte. É caro? É. Mas deve valer a pena: a carne de laboratório poderá ser geneticamente alterada para ficar mais saudável que a natural. “Você poderia comer um hambúrguer que tivesse tão pouca gordura quanto um pedaço de peixe”, acredita Matheny.
Fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/carne-proveta-447642.shtml

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