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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Aparatos do futuro

Tradutor em tempo real

De forma similar à tecnologia que mostrava a série Star Trek, hoje já é possível falar em um idioma e deixar que um dispositivo se encarregue de traduzir em tempo real o que responde a outra pessoa em francês, alemão ou inglês. Existem mais de 20 sistemas comerciais de tradução e um dos mais avançados é o MASTOR, da IBM. A empresa doou mais de 1.000 equipamentos dotadas com este software ao exército dos EUA no Iraque, que funciona como um intérprete humano: a pessoa fala em inglês e seu interlocutor escuta-o em árabe. Outro projeto mais ambicioso, chamado "Exploração da Linguagem Autônoma Global", é desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos EUA e busca ter em cinco anos um sistema de tradução em tempo real com uma precisão de 95% (o atual é de 80%).

Recuperação do corpo


Na última semana de setembro, no encontro mundial sobre Células Mãe, em Baltimore, a doutora Jennifer Elisseeff, da Universidade Johns Hopkins, descreveu um método para curar os tecidos dos pacientes que se demonstra a cada vez mais bem-sucedido. Trata-se de usar uma malha de um polímero biodegradável impregnado em nutrientes, que age como um chamariz para atrair às células mãe geradas pelo próprio organismo. Estas se agrupam na zona atingida e reconstroem o tecido. Isto é, se faltar cartilagem em uma articulação afetada pela artrose, as células mãe se acumularão ali e produzirão nova cartilagem. Se um osso está fraturado, as células mãe vão curá-lo de forma acelerada. No caso de um infarto cardíaco, o tecido morto é recuperado permitindo manter o órgão saudável por muito tempo. O sucesso destes provas levaram o Departamento de Defesa dos EUA a financiar por outros cinco anos de pesquisas.

Tudo sem fio

Parece um sonho. Um mundo sem cabos nem tomadas, sem baterias nem pilhas. É o que estão desenvolvendo a passos largos os pesquisadores do MIT e que poderia começar a ser usado dentro de um ou dois anos. A ideia é que as paredes de uma casa contenham partículas de carbono e um sistema condutor, que lhe permita agir como uma antena eletromagnética, que traspasse através do ar a energia necessária para manter carregados todos os artefatos: celular, notebook, televisor, lustres. As economias serão consideráveis para o ser humano e o meio ambiente: só em pilhas se produzem 40 bilhões de unidades ao ano no mundo. Mais ainda, poderá massificar o uso do carro elétrico, que se recarregará enquanto se encontra estacionado em casa.

Petróleo artifícial


"Petróleo 2.0". Assim é conhecida a iniciativa da empresa LS9 cujos cientistas alteraram os genes de microorganismos para que excretem petróleo cru. Trata-se de bactérias com DNA alterado para que gerem este composto, o qual é ligeiramente diferente dos ácidos graxos produzidos normalmente por estes organismos. É uma fonte renovável de combustível, motivo pelo qual os planos da empresa incluem uma fábrica comercial já em 2011.
De forma similar, a empresa espanhola Bio Fuel System também criou um petróleo biológico e renovável. Neste caso, utilizam células de microalgas marinhas que se alimentam com luz solar, CO2, fósforo e nitrogênio. Em cilindros de três metros de altura, concentram-se a razão de 200 milhões por centímetro cúbico dividindo-se constantemente e gerando uma biomassa similar à que há 200 milhões de anos deu origem ao petróleo. A diferença do petróleo cru normal é que esta versão não tem enxofre nem metais pesados ou cor negra. BFS já tem várias plantas de produção deste "biopetróleo" e a meta futura é começar a instalar centrais termoelétricas que
forneçam eletricidade a 3 mil moradias a cada uma.

Motores muito mais rápidos

O jato mais veloz -o avião espião SR-71- atinge uma velocidade de Mach 3.3. Mas a nova geração de motores scramjet promete romper todas as barreiras de velocidade, com marcas desde sete vezes (Mach 7) a 18 vezes a velocidade do som. A tecnologia destes motores permite que o ar seja comprimido e esquentado antes de ser misturado com o hidrogênio. Esta combustão gera um impulso sumamente potente e deixa somente um rastro de vapor de água.
Com Mach 8, uma viagem entre São Paulo e Tóquio levaria apenas 70 minutos. Em dezembro, a Nasa realizará a primeira prova do X-51A, desenvolvido junto a Boeing e que voará a Mach 5. A agência espacial dosa EUA desenvolve outro projeto com a empresa Virgin Galactic, motivo pelo qual se espera que os primeiros modelos comerciais capazes de levar satélites à órbita terrestre comecem a operar em 2015, enquanto os modelos para seis ou 10 passageiros iniciarão seus vôos em 2020. A Rússia e sua companhia estatal UABC já planejam o primeiro modelo de 200 passageiros, que viajará entre Moscou e Nova Iorque em 45 minutos.
Outros:http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=8175

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