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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Phineas Gage o homem que mudou sua personalidade ao ter o crãnio perfurado por estaca de ferro

Um casal de fotógrafos de Massachusetts descobriu em sua casa um daguerreótipo com a única imagem conhecida deste operário de ferrovias estadunidense que, num acidente com explosivos, teve seu cérebro perfurado por uma barra de metal, sobrevivendo apesar da gravidade do acidente.

Após o ocorrido, Phineas, que aparentemente não tinha sequelas, apresentou uma mudança acentuada de comportamento, sendo objeto para estudos de caso muito conhecidos entre os neurocientistas.O acidente aconteceu numa tarde de 13 de setembro de 1848 quando um grupo de operários se preparava para dinamitar um rochedo para a construção da estrada de ferro. Gage era o encarregado de colocar a pólvora dentro de um profundo buraco, aberto na rocha. Utilizava uma barra de ferro que, com o atrito, gerou uma faísca e criou a explosão projetando a barra, de um metro de comprimento, contra seu crânio em alta velocidade. A barra entrou pela bochecha esquerda destruindo seu olho e a parte frontal do cérebro.
Gage perdeu a consciência imediatamente e começou a ter convulsões. Porém a recuperou momentos depois sendo levado ao médico local, Jonh Harlow, que o socorreu. Incrivelmente, ele estava falando e podia até caminhar. Perdeu muito sangue, mas depois de alguns problemas de infecção ele não somente sobreviveu à lesão, como também se recuperou fisicamente muito bem.Durante três semanas a ferida foi tratada pelos médicos. Em novembro, Gage já circulava pela vila. Mas, se tornou o exato-contrário do antigo Gage, que era amável e eficiente. Transformou-se em um homem de mau humorado, grosseiro, desrespeitoso com os amigos e incapaz de aceitar conselhos.
Seus planos futuros foram abandonados e ele passou a agir sem pensar nas consequências. Deixou de conviver com os amigos.Sua transformação foi tão grande que todos diziam que "Gage deixou de ser Gage". Morreu em 1861, treze anos depois deste acidente, sem dinheiro e epiléptico.

O caso de Gage é considerado como uma das primeiras evidências científicas que indicavam que a lesão nos lóbulos frontais pode alterar a personalidade, emoções e a interação social. Antes deste caso os lóbulos frontais eram considerados sem função e sem relação com o comportamento humano.
Mas a história não acabou aí. Desde os meados do século 19, um daguerreótipo andou de mão em mão até chegar a Jack e Beverly Wilgus, uma dupla de fotógrafos de Massachusetts, que por trinta anos ficou com a foto pensando ser de um baleeiro e seu arpão até quem um dia alguém disse que aquele daguerreótipo era de Phineas Gege e aquela barra não era um arpão.
Intrigados, os Wilgus pediram ajuda ao Museu da Escola de Medicina de Harvard, onde se encontra um molde do rosto Gage e comprovaram que os ferimentos coincidiram com o homem do daguerreótipo, bem como a barra de aço, que se encontra no museu.
Fonte: mdig

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