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terça-feira, 28 de julho de 2009

Fazenda de engorda de mulheres

Na Mauritânia , centenas de adolescentes são enviadas a fazendas particulares para uma "engorda" à força e converter sua insana obesidade em dote de futuros pretendentes.
Meninas de 5 anos são internadas nestas fazendas para forjar corpos roliços e gordos. A veneração milenar pela obesidade como símbolo de riqueza transformou-se em um problema de saúde pública nas zonas rurais desde que a Junta Militar tomou o poder.

A prática do Leblouh ou –alimentação forçada- é uma herança cultural das tribos patriarcais do interior da África –Mali, Nigéria-; mas também é um antigo costume inerente a outras sociedades tribais em outros tantos continentes.
Existe uma tradição muito similar nas etnias do pacífico sul (Norte da Austrália) onde as mulheres pretendentes do patriarca são enjauladas como animais enquanto são "engordadas", durante seis meses, com batata e tapioca até atingir um peso que deixe o grande chefe excitado (ao menos 120 quilos).
O Leblouh está intimamente unido aos casamentos precoces. As meninas de nove, sete, e inclusive cinco anos são alimentadas à força pelas conhecidas "engordadoras" -velhas mulheres da tribo com experiência em dietas gordurosas-, obrigando-as a engolir enormes quantidades de mijo e leite de camelo ou inclusive seu próprio vômito se recusam os primeiros. Esta prática é considerada a maneira mais rápida de conseguir o casamento sem possuir uma dote material para oferecer ao pretendente.
Com isso, a Mauritânia é um dos poucos países africanos nos quais, em média, as meninas recebem mais alimentos que os meninos. é o mesmo que dizer que lá "o tamanho de uma mulher é proporcional à quantidade de espaço que ocupa no coração de seu marido".A engorda é realizada durante as férias escolares ou na estação das chuvas quando o leite de camelo é mais abundante.
As meninas são enviadas as fazendas sem entender muito bem o por quê. Fazem o tratamento convencidas de que a gordura lhes trará a felicidade. Enquanto são cevadas, as matronas utilizam rolos de pau para massagear as coxas, barriga e lombo, para romper os tecidos e acelerar o processo.
Com o novo despontar desta tradição o processo de engordamento está importando procedimentos ocidentais; consumindo hormônios animais ou medicamentos que aumentam o apetite, mas com perigosos efeitos colaterias e que são importados de maneira ilegal no mercado negro mauritano.A tradição estava sendo engolida pelo peso da história e a sensatez do progresso até que a Junta Militar tomou o poder em um Golpe de Estado em 6 de Agosto de 2008.
O novo governo mais conservador e tradicionalista, não reconhecido como legítimo pelo mundo, recuperou esses velhos hábitos caducos e bastardos e agora impostos nas zonas rurais onde as campanhas sanitárias de conscientização aina não chegaram. Segundo a BBC calcula-se que 11% das meninas do país ainda são submetidas a esta dieta.

Palitos para distrair com dor a vontade de vomitar do tratamento

Fonte: mdig

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