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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Alessandro Cagliostro, o mórbido vendedor de imortalidade


Nascido em uma humilde família em meados do século XVII em Palermo sob o nome de Giuseppe Balsamo, prontamente começou a se preocupar com a morte, pelo que suas pesquisas em cultos, alquimia, seitas e poções lhe trouxeram um grande volume de conhecimentos no assunto.
Depois de mudar a identidade e fazer-se passar pelo Conde Alessandro dei Cagliostro, seus elixires e poções tornaram-no famoso entre a nobreza, inclusive chegando a medicar o Rei da França e sua corte real e até a Benjamin Franklin. Não obstante, sua descoberta mais mórbida foi seu singular sistema para atingir a imortalidade:
Depois de ver que as larvas se convertiam em borboletas ao se encerrar em um casulo e que os fetos eram produzidos dentro de um "casulo maternal", como era denominado na época, pensou que podia convencer as pessoas de que esta era a chave para uma regeneração natural.
Seu sistema baseava-se em encerrar uma pessoa em uma bolsa feita com lençóis penduradas no teto para que a pessoa permanecesse "regenerando" por um par meses dentro do casulo. Durante sua estadia como larva a pessoa devia só se alimentar com um caldo de frango e viver entre seus excrementos, os quais caíam por um oportuno orificio localizado no fundo da teia. Em teoria o "tratamento" em princípio provocava a perda do cabelo e dos dentes, os quais depois deveriam renascer belos e jovens assim como uma borboleta.
A desculpa era que para que nascessem as "novas partes" primeiro era necessário se desfazer das velhas. Por suposto que isto era uma baita de uma mentira: o cabelo e os dentes caíam por causa do escorbuto e as infecções duravam para o resto da vida.
Incrivelmente um grande número de voluntários se ofereceram para provar do "tratamento", sofreram com os piolhos, o escorbuto e com infecções generalizadas. Os desafortunados que conseguiram sobreviver terminaram em um estado patético.
Fonte: mdig

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