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terça-feira, 5 de maio de 2009

O peidorreiro

"Senhoras e senhores, apresento-lhes um fenômeno musical único no mundo: Monsieur Le Pétomane". Assim era apresentado Joseph Pujol, no palco do Moulin Rouge. Um personagem que fez um sucesso incrível no final do século XIX. Pujol chegou a fazer apresentações para os reis Eduardo VIII do Reino Unido e Leopoldo II da Bélgica, incógnitos na platéia. Mesmo Sigmund Freud estava entre seus seguidores.
Foi durante o serviço militar que Pujol descobriu seu talento incomum. Era capaz, graças a seu controle abdominal, de soltar gases à vontade. Lançava um jato de água absorvida analmente a 5 metros. Também realizava números musicais como tocar "Au Clair de la lune", "O Sole Mio" e "A Marselhesa", com uma ocarina através de um tubo de borracha colocado em seu ânus.

Soprava uma vela a vários metros e conseguia apagá-la. Nos anos seguintes, incorporou novos números a seu extenso repertório, imitando tiros e tempestades. Acompanhava a leitura de um poema sobre uma fazenda imitando os animais com peidos. O ponto culminante de sua apresentação, sem dúvidas, era uma representação do grande terremoto São Francisco em 1906 com base em uma grande salva final de peidos.
O público ficava, a princípio, chocado, mas minutos mais tarde, o riso era incontrolável. Paralisados pelas gragalhadas, lágrimas escorrendo pelos olhos e bochechas, e a platéia não conseguia ficar um só instante parada em seus assentos. Mulheres com apertados espartilhos da época, tinham que ser atendidas por enfermeiras, habilmente colocadas pelo gerente do teatro, para que todos pudessem ver e pedir socorro no desandar do riso.
Pujol embarcou em uma bem sucedida turnê pela Europa e Norte da África. Após o seu regresso, deixou o Moulin Rouge por desavenças e formou sua própria companhia de variedades, "O Teatro Pompadour". Ele continuou o seu projeto até a Primeira Guerra Mundial. Seus filhos foram convocados, um deles foi feito prisioneiro e outros dois ficaram inválidos.
Após a Grande Guerra Pujol ficou tão chateado que nunca mais voltou ao teatro. Foi trabalhar como padeiro em Marselha e logo depois mudou para Toulon onde estabeleceu uma próspera fábrica de biscoitos. Ele morreu em 1945 com a idade de 88 anos e foi enterrado no cemitério de La Valette-du-Var, onde sua tumba pode ser vista ainda hoje.
A Universidade de Sorbonne ofereceu uma grande soma de dinheiro (25.000 francos) a sua família para explorar o seu corpo, mas sempre recusaram.Existem poucas gravações deste peculiar músico anal. Um deles é o seguinte, gravado em 1903 em Paris:


Fonte: mdig

Um comentário:

join disse...

vixi ......
esse aew deve ser o pioneiro das labareda ....