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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Padres legistas

Antigamente no século 19 - Eram os padres os responsáveis por determinar a causa das mortes. Pesquisadores brasileiros estão estudando estes livros de óbitos. Durante mais de 300 anos, as pessoas foram enterradas no interior ou imediações das igrejas, como um jeito mais rápido para chegar ao paraíso… Algo como uma linha vermelha direto para o céu sem escalas no purgatório. Como era muita gente sendo enterrada nesses lugares, doenças começaram a se espalhar e mais ou menos no período da proclamação da república foi proibido em definitivo o sepultamento em igrejas e cemitérios foram criados. Nessa mesma época que os padrecos deixaram de ser os responsáveis por aferir a causa mortis e isso passou a ser feito por médicos. Uma pena, afinal era um exercício sensacional de imaginação, ver as estapafúrdias causas das mortes criadas pelos padres, que não entendiam absolutamente nada de medicina. Abaixo alguns óbitos e suas causas sensacionais vindos das mais férteis mentes dos padrecos:

1768 - Maria Antônia - Alienação dos sentidos
1771 - cônego Tomé Pinto - Súbitamente, porque o acharam morto na cama
1859 - João - Cãibra no sangue
1860 - João (escravo) - Congestão Cerebral
1860 - Francisco Antônio - Cupim nos pés
1860 - Maria Joana das Dores - Apressadamente
1861 - Hermenegildo - Morte repentina envolto em cetim vermelho
1862 - Joaquim de Jesus - Ataque cerebral
1862 - João Baptista - Mal de fogo
1862 - Prixa - quebradeira de espinhaço
1868 - João - Marasmo

Fonte: mundo gump

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