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terça-feira, 29 de julho de 2008

Nascem 3 leões que podem ser de subespécie extinta

As autoridades do zoológico de Viena anunciaram hoje o nascimento de três filhotes de leão que podem ter os genes do leão Berbere, uma subespécie já extinta na selva, mas que conta com alguns sobreviventes em cativeiro.
Segundo declarou hoje à agência "APA" o vice-diretor do zôo, Harald Schwammer, os pais dos filhotes têm o típico aspecto físico dos leões Berbere ou do Atlas. No caso do macho, ele destacou a imensa juba, mais volumosa que o normal.
Os veterinários do zoológico da capital austríaca, situado no local do antigo palácio de verão dos imperadores da Áustria, não sabem ainda a partir de quando o público poderá visitar os três filhotes.
Por enquanto, foram colocadas mais plantas e cercas no grande local onde ficam os leões, para proteger Somali, a mãe, e seus filhotes dos olhares dos curiosos. Segundo os veterinários do zôo, a fêmea está um pouco nervosa e refugiou-se em uma das cavernas do parque.
No mundo existem poucos exemplares de leões que dispõem das características do leão Berbere, asseguraram nesta segunda-feira especialistas do zoológico de Viena - o zôo mais antigo do mundo, com mais de 250 anos.

Um pouco mais sobre a espécie
O leão-do-atlas (Panthera leo leo) é a maior de todas as subespécies de leão, podendo os machos chegar a pesar entre 240 a 310 quilose as fêmeas entre 150 a 170 quilos. É o segundo maior felino existente, sendo superado apenas pelo tigre siberiano. Os machos têm como característica uma imensa juba preta, que cobre grande parte de seu corpo.Distribuição geográfica .Antigamente o leão-do-atlas (também conhecido como leão barbário ou berbere) era encontrado em grande parte da região norte da África. Seu habitat se estendia do Marrocos ao Egito, ao longo da costa sul do Mar Mediterrâneo. Diferente dos leões do resto da África, os leões-do-atlas viviam em áreas montanhosas e florestadas. Junto com o também extinto leão-europeu, o leão-do-atlas foi muito utilizado no Coliseu romano, trazidos aos montes do Norte da África. E após a extinção do leão-europeu, o leão-do-atlas passou a ser ainda mais utilizado. Júlio César chegou a contar com 600 leões e Pompeu, 400. Por volta de 1700 foi extinto da Líbia. Em 1891 foi extinto da Tunísia e em 1893 da Argélia. O último leão-do-atlas em liberdade foi morto em 1922 no Marrocos, na região dos montes Atlas. Acreditou-se que estava extinto até que foram encontradas em cativeiro algumas populações com características desta subespécie.

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