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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Cidades podem ter fazendas verticais no futuro

E se a expressão "comida local", em Nova York ou Xangai, quisesse dizer obter verduras e legumes frescos a cinco quarteirões de distância? E se os arranha-céus crescessem fora da grade das ruas, como torres verdejantes e auto-sustentáveis nas quais os elegantes moradores urbanos cultivariam sua própria comida?
Dickson Despommier, professor de saúde pública na Universidade Colúmbia, em Nova York, espera transformar em realidade sua visão de "legumes no céu". O projeto predileto de Despommier é o da "fazenda vertical", conceito que criou em 1999 com os alunos de pós-graduação em sua classe de ecologia médica, o estudo investigou como o meio ambiente e a saúde humana interagem.
A idéia, que já atraiu a atenção de muitos arquitetos nos Estados Unidos e na Europa, nos últimos anos, acaba de conquistar o interesse de outro dos grandes sonhadores quanto ao futuro das grandes cidades: Scott Stringer, o subprefeito de Nova York que governa o burgo de Manhattan.
Quando Stringer ouviu falar do conceito, em junho, disse que imediatamente surgiu em sua mente uma imagem que transformaria a paisagem dos edifícios de Nova York em um "cenário de fazenda". Stringer afirmou em entrevista telefônica que "nós evidentemente não dispomos de grandes espaços vazios, mas em uma cidade como Manhattan, a verdade é que o céu é o limite".
O gabinete de Stringer já está traçando planos "quanto ao que seria necessário para o projeto piloto de uma fazenda vertical", disse ele, e o governo de Manhattan planeja propor ao prefeito Michael Bloomberg a realização de um estudo quanto à viabilidade da idéia, nos próximos dois meses, ele afirmou. "Creio que realmente possamos levar essa idéia adiante", acrescentou. "Podemos obter os recursos necessários".
Despommier estima que custaria entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões criar o protótipo de uma fazenda vertical, mas que o custo de uma das torres agrícolas de 30 andares que ele propõe, cada uma das quais capaz de alimentar 50 mil pessoas, seria da ordem das centenas de milhões de dólares. "Sou visto como uma espécie de excêntrico, porque a idéia é realmente meio maluca", diz Despommier, 68, com uma risada.
The New York Times

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