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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Caça de baleias revoltante

Em maio de 1984, a televisão mostrou em muitos países imagens de uma longa e má conduzida pesca em Társhavn, capital das Ilhas Faroe. Praias repletas de baleias agonizavam num mar de sangue. A cena chocou o mundo e, já no ano seguinte, as autoridades introduziram novas regras para que os métodos tradicionais de abate fossem menos dolorosos para as baleias. Um comitê organizado criou nove distritos para a pesca e regulamentou 21 baías para onde o cardume avistado deveria ser levado. Em cada distrito foi eleito um "xerife", que tem a responsabilidade de conduzir o ritual. Foi decidido também que, quando uma vila ou cidade tivesse carne estocada suficiente, seria proibido caçá-las, ficando as baías regulamentadas para o abate fechadas.
Em 1986 o governo faroense decidiu fazer um estudo profundo sobre os hábitos, a reprodução e a estrutura social das baleias-piloto que habitavam o Atlântico Norte, com o objetivo de mostrar ao mundo que não havia risco de extinção. Participaram das pesquisas biólogos escandinavos, franceses, ingleses e espanhóis. Durante dois anos, entre julho de 1986 e julho de 1988, foram estudados 3 488 baleias de quarenta diferentes grupos. As pesquisas indicaram que 100 mil baleias-piloto habitam as águas faroenses. Tal população sustenta uma pesca entre mil e 2 mil indivíduos por ano, o que representa até 2% do total. As maiores pescas ocorreram durante os anos da Segunda Guerra Mundial - em 1941, 4 325 baleias foram mortas. Nos últimos dez anos, o número baixou para a média anual de 1 400 animais.
O governo defende a pesca com vários argumentos. Atacam outras nações e lembram que os estragos são mínimos se comparados à matança de animais, poluição e acidentes ecológicos em outros países. Por outro lado, o solo pobre e rochoso impõe às Faroe uma existência baseada nos recursos provenientes do mar - a carne e a gordura das baleias é uma das únicas fontes de vitamina A e D. A pesca não é uma atividade comercial, supre apenas aqueles que participam dela e representa 1/4 do consumo anual de recursos naturais tão limitados. Assim, os faroenses vêem com naturalidade baleias mortas na praia. A atividade é parte integrante da sua cultura. Ossos encontrados em sítios arqueológicos mostram que as baleias têm sido mortas desde que os vikings chegaram lá. A prova mais concreta dessa tradição é a Carta Marina, o primeiro mapa das Faroe, de 1539, que mostra o corte de uma baleia-piloto encalhada.
FODASSE A HUMANIDADE ! RAÇA FDP
fontes:http://jcnavegatur.blogspot.com/2008/06/dinamarca-ilhas-feroe.html
http://www1.uol.com.br/viagem/paraonde/exterior/faroe.htm (por Magalhães)

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